Encontro com Peter Freestone – Bavária Tour - 13/10/07
Cheguei em Montreux um dia antes do encontro.
Este encontro, anunciado em todos os sites relacionados ao Queen,
proporcionaria um dia em Montreux, com a presença de Peter
(até 25 pessoas por data marcada), onde ele cozinharia, levaria
os fãs a lugares que Freddie gostava, e claro, um passeio aos
pontos turísticos. Tudo isso regado a um bate papo informal com
Peter, que contaria momentos únicos e especiais sobre Freddie e
a banda de uma maneira muito particular. Tentador não é?!
Assim que soube do evento me inscrevi, e ansiosa esperei a data.
Como relatei a princípio, cheguei a Montreux um dia antes e
após me alojar no simpático hotel Villa Toscane, que tem
por costume hastear a bandeira do país de origem de seus
hóspedes, juntamente com a bandeira Suíça. Sai
para reconhecer o local. Sim, havia a bandeira do Brasil hasteada.
Comecei a andar (mesmo de pé quebrado) pela simpática, pequena e muito chique Montreux.
Deparei-me com uma daquelas lojinhas de souvenirs e
lá havia muitos postais da Estátua de Freddie
(certamente, um dos pontos turísticos da cidade). Comprei
lembranças, chocolates e claro, muitos postais.
Continuei caminhando, fotografando alguns locais e parei em um local
para tomar um chá..... "très chic". .. e após este
momento de gula, continuei minha caminhada e deparo-me com a loja Bazar
Suisse ( organizadora do evento Bavária Tour, do Memorial Day,
enfim; loja autorizada pelo Queen Production). Como já era tarde
ela estava fechada, mas pude ver em suas vitrines artigos da
banda, e eu já sentia a emoção tomar conta de
mim. Fotografei as vitrines e assim continuei andando. De um lado,
lojas, restaurantes, do outro, o Lago Léman... próximo ao
Bazar Suisse há um galpão enorme e eu avistei algo ao
longe, atravessei a rua simplesmente correndo ( sim, de pé
quebrado) em direção à estátua de Freddie.
Pois é... daí... aconteceu o inevitável...
postei-me frente a ela e chorei... chorei como uma criança...
chorei por todos os fãs, chorei pelos que puderam ter o
privilégio de vê-lo pelos que nunca poderão
vê-lo... chorei pela fragilidade humana... chorei pela
imortalidade do talento deste homem... chorei por outros motivos,
chorei... Acabei sendo consolada por um casal que ali passava,
após contar-lhe de onde vinha e minha ligação com
a banda Queen... 1ª foto com ele... etc. Depois de limpar as
lágrimas (ou tentar), fotografei a estátua de
várias maneiras, ângulos... fui... voltei... sentei-me num
lugar perto e fiquei um certo tempo, orei, rezei, pedi ajuda a ele...
acabei conversando com o Freddie, como se conversa com alguém
próximo... ( reação estranha, mágica... mas
Montreux é assim). Um filme passa em minha cabeça. Desde
março de 81 quando me tornei fã... Depois, sento-me
aos pés dela e continuo observando-a, recusando-me a ir
embora... Pessoas passam, algumas observam a estátua, outra
fotografam-a, muitos trazem flores e eu acabo fotografando todos
que me pedem... torno-me assim, guardiã, por alguns minutos da
estátua de Freddie Mercury... Escurece, esfria... e decido que
tenho que ir, pois o dia seguinte reservava muitas
emoções... Despeço-me de Freddie, dando-lhe boa
noite e tudo mais.
Dia 13/10/07- The Magic Day
Logo cedo fui visitar alguns pontos turísticos da cidade, entre
eles o lindo castelo de Chillon, pois o encontro estava marcado para
às 11:30 no Bazar Suisse.
Cheguei por volta das 11 horas e fui direto ao fundo da loja onde tinha
as coisas do Queen. Neste momento, uma vendedora vem me atender e eu me
apresento, então Rita, uma das organizadoras vem até mim,
e fica encantada ao saber que eu havia vindo de tão longe apenas
para este evento, mesmo não dominando o inglês e tudo
mais. Pergunto-lhe se posso fazer "umas comprinhas" e a gerente da loja
acaba por guardar minha sacolinha, repleta de lembranças de
Montreux.
Pouco ao pouco chegam os fãs e exatamente às 11:30, Rita
nos reúne no centro da loja e começa a entregar os
crachás. Fãs e admiradores da banda, de várias
idades, nacionalidades. Neste dia, haviam Ingleses, Franceses,
Suíços, Belgas, Alemães, Italianos e a primeira
Brasileira. Rita ao entregar meu crachá diz: A special Lady..
from Brazil..... A Roger's fan… e acaba me dizendo que
minha ida sensibilizou a todos na organização, pois
além de não dominar o idioma, eu vinha de tão
longe. Segundo ela, eles não sabem dizer quanto brasileiros
visitaram a estátua ou entraram na loja, mas que os procuraram,
somente um homem, e certamente neste evento do Bavária tour,
somente eu.
Em seguida saímos em direção ao
restaurante Bavária, um dos favoritos de Freddie.
Lá fomos recebidos pela mesma senhora que recebia Freddie. Ela
nos conta que ele não tinha uma mesa favorita, mas um local
favorito, um canto... e todos sentamos neste canto.
De repente Peter aparece, nos dá um Oi e diz que estava preparando nosso almoço.
Sentei-me na mesma mesa dos Italianos e do casal de Ingleses, Mark e
Tina. Decidimos prontamente que beberíamos o vinho preferido de
Freddie e lá se foram 2 garrafas. DELICIOSO!!
Começam a nos servir o almoço: home-made celery soup with
cheese, chili com carne, fruit salad "à garden-lodge".
Peter aparece e diz que Freddie não gostava de sabores sutis, para ele tudo tinha que ser intenso, até a comida.
No final, ganhamos um bolo de chocolate Suíço, pois uma
das fãs presentes, fazia aniversário, com direito a
parabéns á você em Inglês e Francês...
trè chic...
Peter reaparece e senta-se conosco para comer o bolo eu aproveito e tiro as primeiras fotos com ele, do ladinho...
Em seguida saímos para a segunda parte do encontro: Um passeio
pelo Lago Léman. Neste momento estávamos mais integrados,
algumas amizades nasciam, e acabei contando como ganhei o
nick de Lady Taylor, isso porque a Rita ( organizadora do evento),
começou a brincar comigo, quando Daniel ( um dos fãs)
mostrou seus autógrafos da banda. Ela disse: Esconda o do Roger
da Lady Taylor... Ou: Você está na excursão certa??
Entramos então no barco e o capitão nos comunica que a
tour será narrada nos idiomas Inglês e Francês...
tudo com fundo musical Queen... claro... Peter se vira para mim e diz:
- Desculpa querida, não em português...
Eu timidamente digo:
- Sem problemas, posso entender!
Então ele me fita e diz com ar debochado:. OK Lady Taylor…
Olho espantada para ele e digo: Você sabe quem eu sou???
Ele:- Of course….darling.. A Roger's fan
Dou um sorriso amarelo e digo estar muito feliz por estar lá...
e que meu nick name de Lady Taylor era por causa do meu favorito na
banda... Peter brinca... E quem seria esse??? Daí entro na
brincadeira... e digo: Isso é um segredo.. os fãs ao
redor caem na risada...
É claro que Peter começa a ser cercado pro alguns
fãs que querem saber histórias sobre Freddie..E
começam a fazer-lhe perguntas que ele gentilmente responde.
Percebo que ele me olha algumas vezes, enquanto relata ou responde as
perguntas... que eu atenciosamente observava tentando compreender o
máximo possível.
De repente, ele se vira e me diz: Eu conheço você...
já nos vimos antes... tenho certeza eu nunca esqueço um
rosto... Já nos encontramos não foi??!!
Apenas respondo: sim.
Ele me olha de novo e pensativo diz: Onde mesmo... Você é do Brasil, nos vimos no Brasil!!
Digo-lhe: em 85.. No Rock in Rio..
Peter termina minha frase: Of course my darling, No Copacabana, estou certo??
Neste momento meu coração disparou e eu digo: Sim, no Copacabana palace..
Isso, diz Peter: As garotas que subiram pra ver a banda... Eu me lembro... sabia que te conhecia.
Fiquei surpresa... sem ação... ser reconhecida... meu
deus... ele deve ter visto milhões de fãs do Queen, do
Freddie... e me reconheceu.. que privilégio!!
Neste momento os outros fãs entendem o porquê de uma
fã cujo favorito declarado da banda é Roger, estava
lá... e se aproximam de mim e começam a perguntar...
Você esteve com a banda, você conversou com o Freddie... e
Peter mais uma vez, acaba me ajudando a relatar a emoção
de estar com Freddie/Queen... cita outros exmeplos de outros
fãs, emoções únicas.
Este momento culmina com a aproximação do barco nas
famosa "casa do lago". Casa que na verdade é uma casa de barcos,
mas que freddie havia gostado certa vez que esteve lá. As
máquinas disparam... e Philipe, tira uma foto minha.
Descubro neste momento, que Rita também falava espanhol, o que
pra mim foi um alívio. Pergunto-lhe se Peter daria uma
entrevista ao site QueenBrazil.com e ela diz que com certeza, mas que
eu perguntasse a ele. Respondo que meu inglês era péssimo
estava um pouco envergonhada. Rita responde que eu estou me saindo
muito bem, todos estavam me entendendo e que Peter cederia a
entrevista, afinal era conhecida dele.
Vou até ele e com ajuda de Rita, faço o convite que ele
prontamente e sorridente aceita. Dou-lhe um abraço de
agradecimento e Rita nos fotografa juntos.
Passamos pelo Lago Léman, onde foi o apartamento de Freddie e depois pela estátua.
Descemos e começamos a caminha por Montreux. Passamos por
bares que a banda freqüentava, algumas lojas que Freddie
adorava e que ao entrar e ver alguma coisa que lembrasse algum, ele
simplesmente comprava e mandava entregar... do tipo: Nossa,
esta roupa é a cara de fulano... Peter, compre e mande-lhe
de presente, assim era Freddie.
Passamos no bar que hoje está fechado, mas que Freddie comprou
uma briga por causa de Roger.. (neste momento, Peter diz: Lady Taylor,
preste atenção esta história tem a ver com Roger).
Mas eu contarei esta história futuramante, pois hoje o assunto
é Freddie.
Continuamos a caminhar e chegamos até onde foi o Mountain
Studios. Hoje um cassino, mas as paredes da antiga entrada ainda
guardam as mensagens de fãs... é claro que deixei minha
mensagem ali, meu registro.. meu e do QueenBrazil.com, primeiro e
único site brasileiro a estar lá. Peter relata a
história da gravação de Under Pressure
e de outros momentos curiosos vividos naquele estúdio.
A próxima parada é o Hotel Montreux Palace, onde a banda
se hospedava. Paramos lá para o chá com direito a bolo de
cereja.. um dos favoritos de Freddie. Neste momento, Peter diz que
já havia falado muito e começa a responder perguntas de
fãs. Fala de Garden-lodge, fala da adoração de
John pelo Freddie... que John lhe cedia músicas. Fala da
decisão de Freddie em 10/11/91 em parar com os medicamentos.
Fala dos últimos dias fala de como ele era simples, que em
casa, ficava de chinelo, camiseta, sem fazer a barba e adorava
sentar-se no chão e dar comida com a mão para os gatos...
A cada relato, Peter se emociona mais, engasga, engole a lágrima
e começa a deixar-nos na mesma situação.
Continua a responder aos fãs, e cita encontro de Freddie
com fãs, como ele se portava e me chama para ajuda-lo a
responder isso.... então... Rita vem à mesa e diz que tem
uma surpresa. Havia conseguido a permissão do Hotel para
subirmos até onde foi a suíte que Freddie se hospedava. E
lá fomos nós com o coração a mil. A
suíte hoje tem o nome dele, e mesmo após uma pequena
reforma, Peter diz que guarda a mesma essência.
Nada pomposo, mas aconchegante. As pessoas são diferentes e
reagem de maneiras diferentes. Eu acabei sentando-me na cama onde
Freddie Mercury dormiu... e Peter brinca comigo... Aposto que
você queria o Roger ai... Bem... Depois de mim, todos os
fãs passaram pelo menos a mão na cama. Fomos ao banheiro.
E tocamos em todo canto do local.
Descemos e assim que saímos, recebo minha sacolinha com os
souvenirs.. e continuamos a caminhar rumo ao último destino.
Passamos pelo pub White House, que Peter disse ser pequeno,
simples, mas não se sabe o porquê,o Queen sempre parava
lá pra beber... claro, que marcamos um encontro à
noite neste local.
No caminho, paramos numa floricultura para compramos flores, e Peter
nos lembra que a cor favorita de freddie era amarelo. Acabamos com o
estoque de flores amarelas. Comprei girassóis, pois sempre
buscam a luz do sol e com certeza encontrariam nela Freddie.
Chegamos então na famosa estátua (que eu já havia visto noite anterior).
A emoção toma conta de todos... fotos... olhares... silêncio... preces...
Abro minha bolsa e tiro a mensagem escrita por Lucas (o webmaster deste
site). Posto a mensagem aos pés de Freddie juntamente com a
bandeira do Brasil... sinônimo de conquista... Ouço um
hammmmmmmm... Alguns fãs se aproximam e tentam ler o que
está escrito... mas ninguém compreende português.
Então tento traduzir e sou ajudada por Eduardo, o fã
Italiano e por outra fã que falava espanhol enquanto tentamos
traduzir o recado, outros fãs arrumam a bandeira, coloco
então a flor e todos colocam suas flores ao redor da mensagem,
hora do choro que exemplo de união de fãs lindo a ser
copiado, certamente!!!
Peter olha e acha legal o lance da bandeira... Digo-lhe que é
muito importante para os fãs do Brasil.. e queria que todos
estivessem lá naquele momento, Peter ainda diz que o Brasil
é um país muito bonito, tem pessoas muito alegres,
e tem a Lady Taylor, uma fã de Roger, que vem a Montreux
ver Freddie Mercury, todos riem...
Hora da despedida, dos "até logo". Peter se despede
docemente de cada um. Para mim este é momento de não
segurar mais começo a chorar e Peter diz que eu não
chorasse. Me dá um abraço e diz algo como: Já nos
encontramos uma vez, hoje nos reencontramos e certamente, am algum
lugar, algum dia, nos veremos pela terceira vez.
Agradeço o dia maravilhoso. Depois de despedir-se de todos, Peter vai embora, misturando-se com a multidão.
Ficamos um pouco mais e depois nos despedimos uns dos outros. De noite,
alguns fãs se encontraram no famoso pub e bebemos em homenagem
ao maior showman que o mundo conheceu.
Como disse certa vez Freddie Mercury: "If you want the peace of soul, come to Montreux"…
Montreux é iluminada com certeza, quem puder ir até
lá encontrará detalhes, sinais... sensações
de Freddie Mercury porque certamente "ele vive lá".
Obs: Gostaria de deixar registrado aqui dois P.S
P.S - Este evento, foi para mim, muito mais do que ver a
estátua do Freddie, o apartamento onde ele morou, o
estúdio onde ele gravou... foi poder estar em lugares que ele
gostava de ir, beber do vinho que ele gostava de beber, comer a comida
que ele gostava de comer... foi como estar perto dele de uma maneira
muito particular. Foi algo muito precioso para esta fã. Hoje,
posso reafirmar que como fã de Queen, vivi momentos e
emoções raros e únicos que pouquíssimos
fãs viveram.
Das pessoas presentes neste evento, só três haviam visto
um show do Queen com Freddie, e das mesmas pessoas presente, tirando
Peter, somente uma teve contato pessoal com ele: eu.
Hoje, posso dizer que sou uma fã plenamente realizada... mas
claro que não acaba aqui... Esta emoção toda
só me faz querer mais e mais estar perto de fãs de
coração e de viver e reviver estas emoções
e tentar dividir com os outros fãs... e é claro... muito
mais vem por ai!!!
P.S- Em outubro de 2005, surgiu via INTERNET um "boato" sobre a
veracidade do meu encontro com a banda, uma vez que nunca postei
fotos, pois em 85 não haviam máquinas digitais, fotos
queimavam, se outros tiravam e não lhe mandavam azar o seu,
enfim... o que me restou de fato, foi a lembrança, a
emoção e minha palavra ao narrar o encontro tão
importante pra mim... restava minha palavra, algo que para mim era
incontestável, segundo havia aprendido com meus pais.
Infelizmente, este "boato", ou segundo a justiça essa
"calúnia", acabou trazendo mais que problemas para mim, me
trouxe imensa dor, pois a pessoa que inventou tudo isso (que nem merece
ter o nome citado, pois seu destino é o esquecimento, a
solidão... e a frustração de NUNCA realizar nenhum
de seus sonhos), acabou fazendo com que outros acreditassem em sua
"louca, mentirosa e invejosa história", mesmo após esta
pessoa ter vindo em minha casa e visto minhas coisas.
Sempre acreditei que a verdade era soberana e a justiça era
divina... Pois é, em 13/10/2007, 2 anos após o
início desta desagradável história, Peter
Freestone, assistente pessoal, amigo de Freddie Mercury, não
só me reconheceu em público, como deu alguns detalhes do
que se lembrou do encontro... e ainda deixou-me uma mensagem por
escrito do fato.
Então... a quem acreditou que eu "inventei" que estive com a
banda, que "comprei meus autógrafos no e-bay", etc... porque
"alguém" disse, a pergunta que não quer calar agora
é:
- Em quem
vocês acreditam agora: No caluniador ou em Peter Freestone?
- Ou Ainda:
Alguém quer o e-mail pessoal de Peter (pois eu o tenho), ou dos
membros da organização do Bavaria Tour, ou das pessoas
que estavam lá, pra confirmar a história?? Ou vão
" se tocar" que erraram e que acreditaram em quem nunca viveu nada
parecido do que eu vivi e que "talvez"as mentiras foi o que o difamador
falou todo este tempo???
Desculpem-me os outros fãs, mas este desabafo estava entalado em
minha garganta por 2 anos e eu só pedi justiça a Deus.
Para mim, todos somos especiais... e se uma pessoa se destaca, se
é considerada especial, não é porque ela tentou
destruir outras, ou tenta se dar bem a custa de outros é porque
ela tem brilho no olhar, tem a emoção contida no rosto,
tem a veracidade em seus atos... coisas simples, raras e preciosas...
The winner takes it all The loser standing small Beside the victory That's her destiny *
* Letra da música que um dia recebi de uma amiga.que sempre acreditou na verdade!!!
î Londres e os pontos turísticos do Queen Fan
Nossa amiga Lady esteve recentemente em Londres e em Montreux
na
Suíça. Nesse especial que o site QueenBrazil.com
apresenta Lady destaca o que um fã do Queen tem que conhecer
em
Londres!
Os Locais
Direto de Londres, por Lady Taylor: Para um fã de
Queen,
Londres certamente reserva inúmeras
opções de
turismo, diferente dos já tradicionais pontos
turísticos,
há algumas sugestões de um autêntico
Queen tour:
-
Hammersmith station
- The
labbatts Apollo
-
Osmunds RC Church
- Olympic
Studios
- Kensal
Green Crematorium
- De
Lane Studios
- Ealing
College
- Metropolis
Studios
- The
Townhouse Studios
- Shepherds
Bush Empire
- Sarm
Studios
-
Pinewood Studios
- Brixton
Academy
- Rainbow
Theatre
-
Mayfair
-
The Shaw Theatre
-
Hyde Park
- Rock
Circus
- The
Marquee
-
Heaven
- Imperial
College
- Chelsea
College
- The
Kensington Registry office
- Kensington
Market
-
Garden Lodge
-
Museu de cera
entre outros locais citados destacamos os estúdios em que a
banda gravou muito de seus sucessos, locais de shows marcantes, alguns
locais onde aconteceram fatos pessoais na vida dos integrantes, como a
igreja em que Brian se casou com a primeira esposa, e o
cartório em que Roger se casou com Dominique. Vale
mesmo
até conferir os locais onde nossos ídolos
estudaram, os
locais são maravilhosos.
É claro que para fazer isso tudo além de
muito
dinheiro, precisa-se de muito tempo, sugiro então,
além
de uma desta muitas opções, não deixar
de visitar:
Garden-Lodge (casa do Freddie), o museu de cera, o Hard Rock
Café... e claro, a noite, ir ao musical WWRY no Dominion
Theatre.
Tentador não é?? Claro... Só por isso
já vale atravessar o Atlântico.
A Viagem
Bom, minha ida a Londres desta vez, foi num clima de "revival", e de
novas descobertas, por que não ?
O
primeiro lugar a citar é o garden-lodge... cujos muros foram
pintados para que as pichações
saíssem, mas
já estão sendo novamente pichados pelas muitas
mensagens
de fãs do mundo. Agradeço aqui a minha amiga
Jekinha, que
me enviou um mapa do local, e assim foi fácil..
fácil
encontrar a ruazinha tipicamente inglesa, com uma casa no final dela..
sim! Logan Place... bem próxima da
estação
Earl’s Court.. isso mesmo aquela do nome do famoso show da
banda.
Quando nos deparamos com a rua você olha até o
final dela
e não consegue ver a principio a casa do Freddie... ao
começar a andar... você percebe que se sente em um
lugar
familiar (claro, afinal todo fã já viu muitas
fotos
daquela rua). Quando de repente, você sente que acelerou o
passo
e acaba chegando numa casa de muros altos com a famosa porta verde...
daí, cada um tem sua própria
reação... eu
comecei a passar a mão pela porta verde, em cada uma das
frestinhas desta porta, no muro, cada detalhe... comecei a ler as
mensagens, os nomes entalhados na madeira e é
impossível
não se emocionar... Meu Deus, pensei, Freddie morava aqui. E
Peter Freestone havia me dito em Montreux que ele amava este
lugar...
Acabei atravessando a rua e fiquei fitando a casa por um tempo...
silêncio total, nenhuma janela aberta, nenhum sinal de
movimentação nela. Pela rua, uma ou outra pessoa
passa
por lá... e um vizinho (da casa onde eu estava ancorada para
fotografar), acaba me fotografando no Garden-Lodge (ele deve fazer isso
direto). Tentei saber algo sobre os novos moradores (Mary Austin e seus
filhos), mas com a educação
britânica deste
morador de Logan Place ganhei apenas o seguinte comentário:
"não sei nada deles, não tenho contato com eles."
Restou-me então... deixar uma mensagem para o
mundo,
registrar meu nome na porta, na parede, no chão e
na caixa
do interfone... e sim... responder pra Jekinha que já havia
registrado o nome dela lá.
Após o ritual de fotografar, entalhar, registrar... nos
resta ir
embora.. e assim o fiz... voltei pela ruazinha em
direção
a estação de trem. Estranho pensei,
desta vez,
contive mais minha emoção bem diferente de
Montreux, onde
chorei feito criança a sensação aqui
era boa mas
algo aconteceu quando cheguei ao início da rua...
não
consegui ir embora... voltei... refiz todo ritual: tocar na porta, nas
frestas, na parede, nos muros, fotografei de novo, fiz mais um
rabisco... Deixei a mensagem orgulhosa por fazer parte de um site que
sempre vai além... e de repente parei. Tentei sentir a
essência de Freddie no ar... será que as cinzas
dele foram
jogadas lá, embaixo da tal cerejeira? Se for...
será que
ainda pairam no ar... algum grãozinho dele?? Afinal Freddie
esteve tantas e tantas vezes atrás daqueles muros local onde
ele
ria descontroladamente onde ele era simplesmente... ele. Sentei-me
ancorada na tal porta verde e lá fiquei... em
silêncio e
percebi que minha mente vagava, comecei a escrever alguma coisa em
algum papel... vez ou outra passava um carro ou uma pessoa a
pé
e me olhava... cheguei a pensar que seria presa, mas nada
aconteceu... então, mais uma vez, muitas coisa passaram em
minha
mente... rever Peter... meu encontro com o Freddie no Rio... Freddie...
como seria diferente se fosse hoje... teria tantas coisa a perguntar a
elogiar... enfim, sinto que alguém me toca e pede
licença
o que interrompe meu devaneio, era outra fã, chamada
Suzanah,
que mora ali por perto. Admiradora da música do Queen, me
contou
que era fã da pessoa Freddie, pela ousadia, pela
inovação, pela luta em busca de ser feliz, sem se
preocupar com os outros, qualidades que pra ela eram mais que
importantes. Ela me disse que vez ou outra ia ao local e enquanto
falávamos, disse que as pessoas da cidade e os moradores
próximos sabem que aqui era a casa do Freddie e
ninguém
se importa se você senta se chora, se grita, etc...
Aliás
a típica mentalidade inglesa, cada um na sua. Disse que era
do
Brasil... e acabei contando-lhe minha história como
fã.
Trocamos e-mails e mais uma vez, fui convidada a voltar a este
lindo país. Acabamos então indo embora juntas e o
interessante é que ambas, nos levantamos,
começamos
a andar, nos viramos e dissermos bye Freddie... juntas...
Garden-lodge pra mim é sinônimo de paz... de
aconchego, de
lar. Sabemos que Freddie passou seus últimos dias
lá,
dolorosos dias no interior daqueles muros, sofreu e morreu nosso
ídolo, mas ouso em dizer, que ele foi em paz... porque
é
a sensação que o lugar me passou a palavra
é
tranqüilidade... é esta a energia que Garden-lodge
me
passou... It’s a kind of magic!!
Depois de Garden-lodge, peguei um ônibus e fui até
o
famoso museu de cera da Madame Tousseaud. Entre tantas celebridades,
você pode ver o Johnny Depp e seus piratas do caribe, Airton
Senna, Lady Di, A familia real, e até ser fotografada com
ela
(eu fotografei) e muitas outras celebridades, da música,
política, esportes, etc...
Dentre as celebridades da música, ele, bem ao centro:
Freddie
Mercury... NOSSA!!! O que dizer? Perfeito... até os
pontinhos de
barba feita, os dentes. O mais legal do museu é que
não
tem aquele problema de não toque, pode tocar sim, eu
até
abracei o Freddoca de novo!!!
Depois
de ver o Freddie, estava com fome e tinha ainda alguns lugares
para ir. Como vocês sabem a premiére do Queen Rock
Montreal foi no Hard Rock Café London, mas eu não
tinha
conseguido ver muitas coisas, pois o lugar estava lotado. Pois bem,
voltei pra lá e acabei encontrando dois discos de ouro do
Queen,
um sobretudo preto de Brian e claro fotos enormes de Freddie.
Não achei nada de Lord Taylor(Bem diferente dos
bares de
Madri, Buenos Aires e Paris, que tem algo dele).
Lá no hard rock café, comi nachos bem apimentados
e com
guacamole, isso em homenagem ao Freddie que adorava comidas com tempero
forte e bem apimentada, aliás eu estava mesmo com
espírito mercuryano!!
Lá existe uma lojinha para você se deliciar com os
artigos do Hard Rock.
Continuei andando e em todas as lojinhas de souvenirs há
chaveiros com foto de Freddie, acabei comprando um monte,
aliás
comprei uma mini Red Special muito legal.. irresistível para
os
fãs de Brian... e olha que ela toca (mal pacas, mas toca).
Minha
mãe não entendeu nada...
Ainda tem fôlego?? Pois bem... continuemos...
Em Londres há lugares encantadores, como o bairro do Camden
Town
Market, uma espécie de galeria do rock ao ar livre,
lá
você acha tudo pra rock, punk, dark, e sei lá mais
quantas
tribos... Pois é, achei edições raras
de revistas
e coisinhas do Queen. Depois ainda há o Picaddily Circus,
onde
tem o famoso prédio da Virgin, tem uma sessão
toda pra
Queen daí, se você é um fã
“daqueles”... você pode fazer como eu...
Solicita ao
vendedor tudo que ele tiver de Queen... é claro
que ele
lhe mostrará muita coisa... e você
se diverte
dizendo isso eu tenho, isso também, mas claro se
você
não tiver algo, pode comprar...
Aliás uma informação às
gurias que amam meu Lord: Nada dele nesta loja... simplesmente
ESGOTADO!
O Picaddily Circus é, sem dúvida o bairro onde
tudo
acontece é o agito central de Londres, toda galera jovem
está lá... os melhores teatros
também... e na
noite, o local acontece. Bem próximo de lá,
está o
famosos Dominion Theatre, onde o musical WWRY está
há 6
anos em cartaz. Fui vê-lo pela segunda vez, com artistas
novos,
roupagem nova, e me pareceu diferente em alguns
trechos.
Quem sabe houve alguma reestruturação.
O importante é ressaltar que a casa estava lotada, alguns
admiradores da música do Queen, outros apenas querendo uma
boa
opção de lazer e claro, fãs. Que se
bobeassem,
cantavam melhor e mais alto que o elenco.
Infelizmente, nas duas vezes em que eu vi o mesmo, fiquei
sentada
no lado dos comportados... Mas após o intervalo,
onde todos compram comida e bebida eu fui a
compra de
presentes... onde acabei convencendo um dos recepcionistas que eu
deveria mudar de lugar, um famoso: eu vim de tão longe
só
pra ver o musical.. blá... blá blá e
fiquei perto
dos fãs... Detalhes: Fãs compram
ingressos na
frente...esta mortal estava lá no fundo mas tudo bem, quem
tem
boca vai a Roma ou seria ao gargarejo? Assisti o musical de perto! e
lá estava euzinha, Lady Taylor cantando junto com meus mais
novos amigos, e quem me conhece sabe que sou barulhenta mesmo. Da
segunda metade do musical, participamos efetivamente do mesmo tanto que
ao final do mesmo, os artistas até nos aplaudiram e
agradeceram
“nossa” ajuda musical :D.
Na hora da saída, mais contatos, troca de e-mails etc...
É maravilhosa esta troca de energia entre fãs,,
algo que
supera as dificuldades da língua, nos faz ser uma
única
nação.. a Nação
fã de Queen.
De repente, escuto alguém dizer que haviam
baquetas
autografadas com o logo do musical! (em 2005, não tinha
isso)...
e lá fui eu correndo atrás das baquetas, ou
melhor, eu e
uma outra fã surtada, cujo favorito era sim... Lord lindo
Taylor. Pois é, mas num tinham mais baquetas, que peninha...
nós nos despedimos, pois era plena terça-feira e
as
pessoas tinham seus compromissos. Fiquei mais um pouco, pois chovia
muito em Londres (novidade) e eu esperava que a chuva acalmasse, nisso,
você percebe a movimentação da
equipe de
limpeza, e tudo mais... foi quando vi uma das mocinhas colocando um par
de baquetas em uma das vitrines de merchandise, adivinhem o
que
aconteceu??!! Eu, com meu inglês m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o
consegui convencer a mocinha a me vender as baquetas mesmo ela
me
dizendo que eram de exposição, mostra, bom, sei
lá, bem, meu irmão disse que ela vendeu porque
não
entendeu nada do que eu falei, mas enfim, as baquetas hoje,
moram
aqui em casa =D.
Londres mistura um ar melancólico e uma vitalidade moderna,
uma
combinação única, como disse meu amigo
Christian,
da Itália é um lugar pra se ir nesta vida
certamente.
Melhor do que trocar e-mails, fazer novos amigos, conhecer novas
culturas, cidades, etc... é poder estar onde nossos
ídolos estiveram e sempre ficar com aquela vontade de quero
mais
e assim voltar.
Espero ter passado um pouco da emoção de estar em
Londres, a cidade me fascina... é um lugar que eu
iria
morar sem dúvida... E para terminar esta viagem
Mercuryana...
queria citar palavras de duas pessoas que conheceram Freddie
de
uma maneira única.
Peter disse-me que se lembra de Freddie gargalhando, algo que ele
não fazia em público, disse-me ainda que ele foi
uma
pessoa muito humana, doce e de uma bondade sem limite..
Outra pessoa, que conheceu Freddie melhor que todos, foi Jer, sua
mãe que diz uma coisa bonita, que o que a consola
é saber
que o filho levou alegria e felicidade a todo o mundo. Foi o que
também disse Brian em outro momento...
Freddie Mercury tinha uma energia extraordinária, ele disse,
e
é bom saber que todos eles, levaram essa energia a amigos,
desconhecidos e ao redor do mundo.
Ou para terminar, citar Roger.. que certa vez disse: para falar de
Freddie, seria necessário uma vida inteira...
Então.. minha humilde sugestão e
sugestão do site
é: Procure conhecer locais, lugares em que ele esteve, comer
o
que ele comeu, beber o que ele bebeu, com certeza, você
sentirá a presença dele.. E isso my special
Queen
fan... vale qualquer viagem... a qualquer lugar!