O PRIMEIRO FAN–CLUB DO QUEEN CRIADO NO BRASIL  PARTE II

Por William Nilsem

No inicio 1983 eu comecei a colaborar com um novo Fan Club do Queen que estava nascendo. Seu Nome “God Save The Queen” que tinha em sua diretoria três pessoas: Simone, Elisa e Luisa. Elas tinham a idéia de fundar um fan club desde 1981.
E em Maio de 1983 elas levaram o assunto à frente. Eu tinha uma caixa postal alugada em nome do fan club We Will Rock You, cedi o uso para o novo fan club e também colaborei com artigos nos Fanzine.

Havia uma divulgação na Radio e TV Bandeirantes anunciando shows do Queen para o final daquele ano para Porto Alegre (26/11) Morumbi (01/12) Maracanã (7/12) e Mineirão (9/12). Roger Taylor fazia o convite via Radio Bandeirante, o empresário do Queen Tinha uma sala na Radio Bandeirantes e de lá dava entrevistas falando da nova tour do Queen pelo Brasil.
Dois meses antes da vinda, veio o fatídico anuncio: TOUR CANCELADA.

Para compensar a não vinda ao Brasil, o Queen lançou aqui antes do resto do mundo a musica “Radio Ga Ga”.
As rádios Jovem Pan, Cidade e Antena 1 foram as primeiras a tocar Radio Ga Ga, isso no dia 20 de Dezembro 1983.

O Vídeo Clip de "Radio Ga Ga" passou no fantástico em 12 de fevereiro de 1984.

Apresentei as diretoras ao pessoal da EMI, e combinamos fazer o lançamento oficial do Álbum THE WORKS no Brasil. Este evento aconteceu no dia 17/03/94 no Sesc Pompéia onde compareceram cerca de 200 pessoas. Tocamos todas as faixas do Disco e passamos os vídeos do Queen.

O Fan club "God Save The Queen" publicou 2 edições do seu fanzine.

Em julho as Diretoras resolveram acabar com o fan club.

Em Julho de 84 conheci o Sr. Henrique Seligman - Ele organizou um evento no Cadopô onde fazia uma Retrospectiva ... Desde a 1 trour do Queen.

Ali foi o inicio do Queenland, e o melhor de tudo nossa amizade continua ate hoje.


Com o fim do fan club God Save the Queen, decidi não participarrc="freddie3video_small.jpg" xthumbnail-orig-image="../img/freddie3video.jpg" align="left" pelo Brasil, eu resolvi ficar na minha e deixar a nova geração desbravar novos caminhos.

Em julho de 1984, o Sr. Henrique Seligman promoveu um evento na Casa do Politécnico – Cadopô





Neste Evento, o Henrique tocou musicas de todas as tours do Queen de 1974 a 1984. Um dia passava pela galeria do Rock e vi um anuncio do evento e resolvi ligar para o Henrique. Assim surgiu uma amizade que dura até hoje.

O Henrique fundou o Queenland, que mais tarde tornou se um dos melhores sites para Queen Collectors and memorabilia.



No começo de 1985, o Queen veio para o Rock in Rio. Desta vez não pude ir aos dois shows. Fui ao show do dia 19 de Janeiro.

O primeiro show no dia 12, só pude assistir ao vivo pela tv Globo. Tive a sorte de ver no jornal da Globo, dois dias antes da abertura do festival, a passagem de som que o Queen Fez na cidade do Rock. Cheguei ao Rio de Janeiro na Quinta feira e encontrei muitos fans do Queen. Fiquei hospedado no mesmo hotel que o Henrique. Lá ele me contou que: no dia 13/01 teve uma festa da EMI no Copacabana Palace, e que ele a Martha mais alguns fans, colocaram 500 velas na areia formando o nome da Banda. Quando Brian soube desta homenagem, foi ao local com sua filha.

O Show seguiu o repertorio da tour do The Works. No palco o cenário lembrava o filme Metropolis. Freddie dominou e encantou tanto os adoradores do new wave como os metaleiros da época, pois ele sempre teve uma luz propria.

Brian como sempre foi referenciado com coros vindo do público “Brian, Brian...” durante o solo de “Love of my Life”.

Roger mostrou seu lado político com sua camiseta escrita “Vamos Banir as Armas Nucleares Agora!”. Outro ponto alto do show foi quando Freddie Mercury saudando o Brasil entrou com uma bandeira gigante do Brasil e UK.

Voltei a São Paulo de ônibus, onde encontrei o produtor da radio ABC FM.

Eu e Henrique fizemos um especial do Queen na Radio ABC FM.de 3 Horas.

Algum tempo depois a Martha conseguiu o que todo Fan Club do Queen gostaria de ter, ser reconhecido com Fan Club Oficial do Queen no Brasil pelo IQFC. Eu tenho muito respeito e admiração pelo trabalho que a Martha fez no Flash Club. Seus fanzines eram primorosos e completos. Fiquei orgulhoso de ser sócio do Flash Club.



Em 1986, estava terminando o meu curso de Economia na PUC-SP e de repente fiquei sem dinheiro para pagar a matricula e as parcelas da faculdade. Como saída optei em vender parte do meu acervo de material do Queen.

Eu Tinha 20 pastas com reportagens, fotos e etc com material do Queen, que eu havia acumulado desde 1974.

Com certeza foi difícil para eu desfazer de algo importante na minha vida. Mas precisava terminar meus estudos.

Decidi vender para uma pessoa que tomasse conta deste acervo como eu havia cuidado ou até cuidar melhor que eu. A pessoa que poderia fazer isso era o Henrique Seligman. Por isso ofereci a ele e não a outra pessoa o material. Comprou e me ajudou.



Anos mais tarde ganhei de presente de uma ex-namorada (ex-diretora do fan club) suas pastas de reportagens. Uma vez que ela estava se casando e não queria mais ficar com este material do Queen.


Em 1986 o Queen fazia sua ultima tour com a sua formação Clássica, com Freddie Mercury nos vocais, Brian May na Guitarra, John Deacon no baixo Roger Taylor na Bateria e Spike Eddie nos teclados.


A Jovem Pan fez uma promoção, para levar uma pessoa para assistir ao show do Queen no estádio de Wembley em Londres. Uma sócia do Queenland a Alessandra, atendeu ao telefone e disse “Eu quero ir pra Londres ver o Queen com a Jovem Pan”. Demos o todo apoio e quando ela retornou contou para eu e o Henrique como tinha sido o show e o encontro com o grupo nos camarins.



No dia 09 de Agosto em Knebworth Park, Freddie subia pela ultima vez ao palco com o Queen foi o show de encerramento da tour. Neste show um fan foi morto e logo vieram boatos que devido ao incidente o Queen não faria mais tour. Infelizmente o Queen não fez mais show, não pelo incidente em si, mas por motivo de saúde do Freddie.

Nos anos seguintes seguiram boatos sobre o estado de saúde de Freddie Mercury sempre desmentido pelo próprio Freddie como pelos demais integrantes do Queen.

Em Julho de 1991, casei e fui a Londres em Lua de mel. Passei 20 dias na cidade. Conheci lugares que tinha ouvido falar e que tinham haver com a historia do Queen.

Conheci os lugares onde eles tocaram e onde eles estudaram.


Fui ao fan club e me encontrei com a presidente Jack Gunn. Ela foi super amável e cordial me mostrou todo o fan club. Um pouco antes de eu e minha esposa sairmos eu perguntei com estavam os membros do Queen, ela disse que John estava Bem, o Roger estava gravando um disco com o The Cross e o Brian Tinha feito o jingle da nova campanha da Ford "Drive by you", em seguida tocou o telefone e ela disse – “ele passou mal esta noite e vomitou muito” e desligou, imediatamente perguntei do Freddie e ela meio constrangida disse –"Ele esta bem".

Ao sairmos eu e minha esposa tivemos a certeza que ela tinha falado do estado de saúde do Freddie ao telefone. Quatro meses depois Freddie, morreria em 24 de novembro.

Eu embora estive-se preparado, sabia que isso iria acontecer. Fiquei muito triste.

No dia da morte a Radio Eldorado me ligou e eu dei uma entrevista ao vivo.

Falei que era triste, mas os fans mais próximos sabiam que isso iria acontecer. O repórter me perguntou se o Queen continuava. Disse que era difícil, pois cada membro era 25% da Banda. E que a magia do Grupo caso continuasse não seria a mesma.




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