Nessa seção você acompanha desde a primeira visita do Queen ao Brasil até o Rock In Rio

î1981 - Queen pela primeira vez no Brasil
O Queen esteve no Brasil antes do Rock in Rio, em 1981 em São Paulo, mas nada se compara ao show do Rio, ou melhor, cada show do Queen é um marco, onde quer que seja, veja abaixo algumas informações sobre o "Queen no Morumbi".

îEstádio do Morumbi

- Morumbi, Março de 1981

O Queen em sua turnê pela América Latina pousou em 1981 na terra do carnaval pela primeira vez, como Freddie mesmo disse em entrevistas que faria no show o que ele chamou de "Queen Carnival". Desde 1981 a banda já queria tocar no Rio de Janeiro, mais precisamente no Maracanã, e pasmem, de graça! ou melhor o que eles cobrariam iria para o então ano do deficiente físico (1981), pena que a apresentação foi vetada e eles tiveram que voltar para casa mais cedo.

- Rock, luzes e muita emoção

Quem esperava um atraso de pelo menos meia hora para o início do show acabou ficando surpreso e perdeu a entrada triunfal do grupo QUEEN no Morumbi. Britanicamente, Roger Taylor, Freddie Mercury, Brian May e John Deacon iniciaram o primeiro grande concerto de rock no Brasil exatamente no horário previsto. Sob luzes azuis, amarelas, verdes e vermelhas, dez canhões de fachos brancos que se alternavam durante o espetáculo, ruídos siderais que mais lembravam uma nave espacial em decolagem, os quatro integrantes do grupo despontaram no palco, entre nuvens densas de gelo seco, para delírio geral dos mais de 200 mil jovens que lotaram o estádio. Neste momento as dezenas de faixas e cartazes confeccionadas por grupos de fãs foram agitados freneticamente, saudando seus grandes ídolos: "We love you"; "We like banana and rock"; "Queen: kings of quality rock" escritas em corretíssimo inglês eram frases que se destacavam na multidão. Desde seu início, o show já dava mostras de reunir todos os ingredientes fundamentais para um agitado acontecimento, durante duas horas de intensos embalos. O profissionalismo da equipe de produção, a sofisticada parafernália eletrônica, os requintes dos efeitos visuais, uma infra-estrutura jamais vista no Brasil em shows, os 140 mil watts da aparelhagem não falharam um único momento, davam o suporte para que o baixista John Deacon, o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o cantor Freddie Mercury mostrassem porque são capazes de lotar estádios de futebol. Desfilaram seus maiores sucessos, mostraram sua técnica vocal e instrumental em rocks pesados, baladas e canções românticas, alternando momentos de lirismo com outros de alta vibração, fazendo o público cantar as letras completas de quase todas as músicas. We Will Rock You abriu o espetáculo com o cantor e também instrumentista Freddie Mercury instigando a platéia a participar intensamente da festa. Em português ele saudou a todos: "Alô, São Paulo, como vai, tudo bem?" ensaiando seus gestos largos, os saltos de felino, uma presença cheia de energia até a última música. Estrela do grupo, Mercury acabou se tornando, na verdade, alvo das fãs mais ardorosas. Bem diante do palco elas gritavam seu nome, fotografavam-no, quase desmaiavam de emoção e só não subiram ao palco porque ele estava montado a mais de dois metros de altura. Até mesmo duas policiais femininas procuraram um lugar melhor para admirar sua performance, enquanto policiais à paisana se incumbiam de reprimir alguns excessos. Pelo que se viu do concerto de sexta-feira, todos saíram satisfeitos do Morumbi. Até o momento em que tiveram de enfrentar os ônibus lotados num terrível congestionamento na saída do show.
 

Folha de S. Paulo do dia 21/03/1981


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1985 - A grande atração do Rock In Rio!

 

- Rio de Janeiro, Janeiro de 1985

Os shows foram realizados no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 19 Janeiro de 1985.

 

 - Queen sensação do Rock in Rio

Queen é a "sensação" do grande Rock In Rio Festival. Embora o Festival dure apenas 10 dias, o Queen se apresenta em apenas 2 noites, nos dias 12 e 19. As bandas que "esquentam" para o Queen são Iron Maiden e The Go Go's e B52's para a segunda. Um público estimado entre 250 mil e 300 mil pessoas, assistiram a cada show, que mais tarde foi mostrado pela TV Globo em toda América do Sul, assistido por quase 250 milhões de pessoas. O Queen assumiu o palco às 2 da manhã nas duas apresentações. "Rock In Rio Blues" é semelhante à uma improvisação no piano anteriormente tocada na Europa, mas foi reescrita para incorporar a letra exclusivamente ao público sul-americano. A introdução de Brian para "Love Of My Life": "Vocês querem cantar conosco? Certo! Bem, esta é especificadamente para vocês: eu tenho que dizer-lhes que esta música é muito especial para os sul-americanos e nós os agradecemos muito por fazê-la especial no restante do mundo. O nome é "Love Of My Life". Freddie começou a cantar, mas o público estava ancioso para mostrar seu mais novo vocabulário inglês e quase não o deixaram cantar antes de ele os permitir continuar com as música sem sua ajuda. Freddie fica visivelmente comovido assim como todos no palco. Ele os jogou um beijo e Brian resalta: "Vocês cantam muito bem!" Quando Freddie pára de cantar para deixar Brian começar sua parte solo, brados de "BRIAN... BRIAN... BRIAN..." preenchem o estádio repleto. Foi a vez de Brian engolir o "nó na garganta". Depois, ele incorporou partes da música "Let Me Out", do seu projeto solo de 1983, em sua guitarra. Quando Freddie apareceu de peruca e bobs para cantar "I Want To Break Free", há uma resposta semelhante em toda América do Sul. Nesta hora, meio que preparado para a reação, ele riu e descatou ofensas e ainda falou: "Eu deveria ter sido apedrejado como a Rainha de Sheba mas não vou tirar meus bobs para ninguém". Seguindo 'Rock You' , Freddie surge segurando uma enorme bandeira da Union Jack sobre sua cabeça. Ele anda até a frente do palco e dá um giro de 180º para mostrar o símbolo britânico do outro lado. Duzentas mil pessoas aplaudem o gesto de Freddie então, a joga para o público. Um dispositivo de fogos de artifício disparam enquanto toca "God Save The Queen". Enquanto isso, a banda corre para seus carros para sua tradicional rapidíssima saída. Além da cobertura do festival pela TV Globo, o segundo show do Queen é filmado com a intensão de ser inserido em vídeo, se tudo correr bem - como está. Um vídeo de 16 faixas será lançado dia 13 de maio de 1985. Enquanto o Queen estiver no Brasil, a EMI promoverá outra grande festa em sua homenagem. É para ser em volta da piscina que dá para ser vista da suíte de Freddie, no Copacabana Palace Hotel. Todos os artistas do festival são convidados e muitos aceitaram. Do outro lado, na praia perto do hotel, fãs locais aproveitam a festa deles mesmos; colocam 500 velas acesas na areia formando o nome da banda. Brian ouve falar do acontecimento, e junto com sua filha, deixam a "festa oficial" para se juntar aos fãs. O gesto foi muito apreciado.



Galera que foi curtir o show  mais a foto do Brian em Copacabana junto aos fãs


 - "Majestade"

Freddie Mercury deu fricote ao chegar à Cidade do Rock e encontrar o corredor cheio de plebeus (Erasmo Carlos, Elba Ramalho e outros astros da MPB que esperavam para vê-lo). Entra em cena para segurar o pepino, o bravo Amin Khader, responsável pelos camarins - que, àquela altura, já havia tratado de acender o saquê a 20 graus, para fazer a vontade de Sua Majestade. Travou-se então o seguinte diálogo: Freddie: "Quem são estas pessoas?" Amim: Grandes artistas brasileiros, gente do mesmo gabarito que você". Freddie: "Não podem ser do mesmo gabarito que eu. Porque eles me conhecem, e eu não os conheço!" Sua Majestade, então, do alto de seu posto de líder do grupo que estava cobrando o cachê mais caro do evento (cerca de U$600.000,00), exigiu que todos saíssem do caminho ou voltava para o hotel.A duras penas, Amin conseguiu que cada um entrasse em seu camarim. Porém, as portas permaneceram abertas. À passagem, de Freddie, ouvia-se o inevitável coro de "Viado!". Freddie então perguntou: "O que eles estão gritando?!". Amin: "Estão te elogiando...". Freddie: "É mentira!". Passado, Freddie entrou em seu camarim. Minutos depois saiu e procurou Amin. "No Brasil tem furacão?", perguntou. Ao ouvir a negativa, Sua Majestade retrucou: "Pois acabou de passar um por aqui!". "Quando entrei", conta Amin, "estava tudo virado! A bicha tinha botado o camarim de pernas pro ar. Tinha mamão papaya até no teto!".

 - Ano de 1985 para o Queen

O Queen entrou em 1985 de malas prontas para o Brasil, para fazer dois shows na primeira edição de um dos maiores festivais de todos os tempos, o "Rock in Rio". A primeira noite de apresentação da banda, no dia 12 de janeiro, teve como atrações internacionais como Whitesnake e o Iron Maiden, que tocou antes do Queen. Um número de quase 300 mil presentes assistiu à apresentação do Queen, que foi filmada para um home vídeo.

Após o show, Freddie entrou em prantos em seu camarim devido a uma recepção não muito agradavel a sua performance peituda de "I Want To Break Free", onde a banda se viu alvo de pedras, latas e tudo mais que se pudesse jogar ao palco.

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 De volta ao hotel, todos viram se reunidos em uma festa promovida pela gravadora EMI, com muitos artistas presentes tais como: AC/DC, Yes, Ozzy Osbourne,etc. Com certeza o Queen era a banda mais popular do momento e todas as atenções foram voltadas para seus integrantes.

- Mais informações sobre o Rock In Rio:

"ROCK IN RIO I"

UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE.

Dia 11 de Janeiro de 1985, quando a Cidade do Rock abriu os seus portões para 1.380 mil pessoas - o equivalente a cinco Woodstocks - ninguém imaginava que o sonho idealizado por Roberto Medina se transformaria no maior evento de rock de todos os tempos. Pela sua organização impecável, pelo seu altíssimo astral, pelo cuidado com que foi realizado nos mínimos detalhes: da construção da Cidade do Rock às grandes bandas internacionais.

Patrocinado pela Brahma, mais que um simples festival de rock, o Rock in Rio I, além de colocar o Brasil na rota dos grandes shows internacionais, mostrou que a harmonia era possível. Foram 10 dias, 90 horas, 5.400 minutos de muita música e muita emoção. "Todos numa direcção, uma só voz, uma canção", como diz a música tema do evento.

A GEOGRAFIA DE UMA CIDADE COM 1.380 MIL HABITANTES

Construir uma cidade num terreno de 250 mil m2, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, não era tarefa fácil. Para nivelar o terreno, foram necessários 77 mil camiões! Essa matemática de números estratosféricos foi, aliás, a marca registada do Rock in Rio I. O palco - com 5 mil metros quadrados - tinha 80 metros de boca de cena + 3 palcos móveis. Dentro da Cidade do Rock, 2 "hospitality centers", 2 gigantescos "fast foods", 2 "beer garden", 2 "shopping centers" com 50 lojas e 2 helipontos.

Para a época, a iluminação trazia para a Cidade do Rock a última palavra em tecnologia. Todo o sistema funcionava ligado a 2 computadores, o que resultou num fantástico movimento de luzes e cores. Isto há 17 anos! Era energia suficiente para iluminar uma cidade de 180 mil habitantes. Aliás, foi no Rock in Rio I que, pela primeira vez num show de rock, a plateia foi iluminada. E foi um espetáculo à parte.

A MATEMÁTICA DOS NÚMEROS DO ROCK IN RIO I

Os parceiros que colocaram as suas marcas na Cidade do Rock tiveram um retorno extraordinário - de visibilidade e de vendas. Durante os 10 dias do evento foram consumidos:

1.600.000 litros de bebidas em 4 milhões de copos
900.000 sanduíches
7.500 quilos de macarrão
500.000 pedaços de pizza
800 quilos de gel para cabelo

O Mc Donald's vendeu - num só dia - 58 mil hamburgers e entrou para o Guiness Book of Records. Este ainda é o seu recorde de vendas até hoje.
Na época do festival, foram vendidas 1.900.000 camisolas do evento em todo o país.

ARTISTAS INTERNACIONAIS
ACDC, All Jarreau, B52, George Benson, Go Go's, Iron Maiden, James Taylor, Nina Hagen, Ozzy Osbourne, Queen, Rod Stewart, Scorpions, White Snake e Yes.

ARTISTAS NACIONAIS
Alceu Valença, Barão Vermelho, Blitz, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Ivan Lins, Kid Abelha, Lulu Santos, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes e Rita Lee